Do texto:
“O saber destotalizado, flutua. De onde resulta um sentimento violento de desorientação. Será preciso agarrar-se aos processos e esquemas que asseguravam a ordem antiga dos saberes? Não será preciso, ao contrário, dar um salto e penetrar com firmeza na nova cultura, que oferece remédios específicos aos males que engendra? A interconexão em tempo real de todos com todos é certamente a causa da desordem. Mas é também a condição de existência de soluções práticas para os problemas de orientação e de aprendizagem no universo do saber em fluxo. De fato, essa interconexão favorece os processos de inteligência coletiva nas comunidades virtuais, e graça a isso o indivíduo se encontra menos desfavorecido frente ao caos informacional”.
Podemos dizer que o fator mobilizador da informática não é mais inteligência artificial, ou tornar o computador mais inteligente que o homem, e sim a inteligência coletiva, aonde a informação mais conhecimento gera uma rede globalizada, com diversidade qualitativa. O ideal de inteligência coletiva pode até passar, pela disponibilização de memórias, da imaginação e de experiência, por novas técnicas de organização e de coordenação flexíveis e em tempo real. Se novas técnicas de comunicação favorecem o funcionamento de grupos humanos em inteligência coletiva, provavelmente irá repetir que não o determinam automaticamente. O modelo conservador de poderes exclusivos, da rigidez institucional, o comodismo e das culturas podem levar a usos sociais das novas tecnologias que sejam menos eficaz de acordo com critérios humanísticos
O ciberespaço, interconexão dos computadores do planeta tende a tornar-se a principal infra-instrutura de produção, transação e gerenciamento econômicos. Certamente em breve será o principal equipamento coletivo internacional da memória, pensamento e comunicação. Podemos afirmar que no futuro o ciberespaço, suas comunidades virtuais, suas reservas de imagens, suas simulações interativas, sua proliferação de texto e de signos, serão o mediador essencial da inteligência coletiva da humanidade.
Esse modelo de informação e de comunicação emerge gêneros de conhecimentos inusitados, critérios de avaliações eficientes para orientar o saber, novos atores na produção e tratamento dos conhecimentos. Evidente que qualquer política de educação terá que considerar este modelo tecnológico.
COMENTÁRIOS: Texto técnico e explicativo, mostra modelos de tecnologias, da Interconexão, Ciberespaço e Inteligência Coletiva.
Isso é o avanço da velocidade da comunicação por meio da informação e conhecimento. Na verdade real e não virtual, ficou explicitado a virtualidade das informações e conhecimentos, a forma de economia informacional.
A interconexão em tempo real favorece soluções práticas para os problemas de orientação e de aprendizagem no universo do saber em fluxo, favorece o processo de inteligência coletiva e facilita a vida do indivíduo na comunidade virtual. A valorização, a utilização otimizada e a criação de sinergia entre as competências, as imaginações e as energias intelectuais, qualquer diversidade qualitativa e aonde quer que esta se situe.
Percebe-se que o texto mostra e induz modelos de tecnologias, direcionando até o modelo futurista, mas numa síntese calculada, até porque a própria tecnologia nos mostra isso. Vem entrando no mercado e rompendo paradigmas, de tal forma que obriga a sociedade a gerar redes de vínculos e participar do círculo virtual, ou caso contrário, perderá o “trem” no tempo e espaço. Não é preciso ser vidente para visualizar o Ciberespaço e ver a Cibernética invadindo o globo terrestre, e é evidente que qualquer política de educação terá que pegar esse “trem”.
Palmas, 24 de maio de 2006.
Hélio Ferreira de Lima – Turma B.
Professora: Maria Helena Silveira Bonilla..

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